(Sonekka - Gilvandro Filho)
Distante e meio contido
Atrás do tempo e da dança
Meio cachorro perdido
Correndo atrás da mudança
Meio descrente e doído
Passeia em mim a esperança
O tempo evapora logo
Assim que eu cismo e decido
Meio água, meio fogo
Diferente e parecido
Sei que ainda estou no jogo
Se os dados estão comigo
Se eu vou eu não lhe aviso
Se eu fico eu não comunico
Se eu eu ganho eu tenho juízo
Se eu perco eu digo que fico
Se eu morro é meu prejuízo
Se eu vivo, eu que pago o mico
Saudade bate e dói fundo
Cada vez que eu me inquieto
Bater as pernas no mundo
É sonho fluido e concreto
Mas se o silêncio é profundo
É porque o céu não é tão perto
Distante dos meus amigos
Sou quase nada de novo
E onde vou buscar abrigo
Se não nos braços do povo?
Sou passarinho a perigo
Pinto que não sai do ovo
Se eu vou eu não lhe aviso
Se eu fico eu não comunico
Se eu eu ganho eu tenho juízo
Se eu perco eu digo que fico
Se eu morro é meu prejuízo
Se eu vivo, eu que pago o mico
quarta-feira, 19 de maio de 2010
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