(Sonekka - Gilvandro Filho)
Eu não lhe telefonei
O meu tempo não perdi
Nem lhe ouvi, não tem porque
E quer saber?
Nem deu tempo pra tristeza
E eu lembrei que gentileza
Não combina com você
E se alguém lhe perguntar
Diga que nunca me viu
Se estou bem ou se morri
E quer saber?
Já cansou minha beleza
E é da minha natureza
Não velar defunto ruim
---
Agora mesmo
Que o amor bateu-me a porta
Eu abri, deixei entrar
Não vou viver
Cultivando idéia torta
Que me impede de amar
Dificilmente
Vai ser feliz nessa vida
Quem rega tanto rancor
É sempre assim
Quem lamenta hora perdida
Não tem tempo para o amor
---
Eu vim de onde vem você
Eu vou pra onde você vai
O final é sempre igual
E quer saber?
Essa vida não perdoa
Quem não vive numa boa
Quem espalha tanto mal
Do jeito que a coisa vai
Qual dia a maré vem
Tudo volta, não se esqueça
E quer saber?
O mundo não abre espaço
A quem deixa que o fracasso
Lhe suba tanto à cabeça
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário