quarta-feira, 19 de maio de 2010

PARO E SIGO (DISSABOR REMOTO)


(Sonekka - Gilvandro Filho)

E eu na sala, sem porque
Enquanto o tempo voa
Procurando na tevê
Alguma coisa boa
Que me foge pelos dedos
Dissabor remoto
Uns, da vida arremedo
Outros, atrás de voto

Paro, sigo e paro e sigo
Paro, sigo e paro e sigo

Nessa tela tu passa
Quase nada fica
Audiência da desgraça
Fome da larica
Personagens do fracasso
Semideuses mortos
Cantorias sem compasso
E caminhos tortos

Paro, sigo e paro e sigo
Cada vez que o mundo passa pela minha tela
Paro, sigo e paro e sigo
E acende luz vermelha antes da amarela

E o caso está rua
E o juri vota
A verdade é nua e crua
E ninguém mais nota
O barulho que a claque
Faz é sempre igual
Mudas às vezes o sotaque
Quando é carnaval

Paro, sigo e paro e sigo
Cada vez que o mundo passa pela minha tela
Paro, sigo e paro e sigo
E acende luz vermelha antes da amarela

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